Miguel de Cervantes nasceu a 9 de Outubro de 1547 em Alcal á de Henares. Seguiu a carreira das armas e de cobrador de impostos até morrer na miséria em 1616. Escreveu poesias, comédias, sátiras, as excelentes "Novelas Exemplares" - 1613 - e sobretudo o romance "Don Quijote de la Mancha" - 1605-1615 - que o colocou entre os mais célebres escritores de todos os tempos.
Não existem certezas sobre se Cervantes frequentou ou não a universidade sabe-se, contudo, que teve estudos literários, e que alguma coisa aprendeu de humanidades, com o presbítero João Lopes, de Hoyos.
Vai para itália aos 23 anos como escudeiro de D. Júlio Água Viva, um jovem teólogo letrado que gostava das suas poesias.Em sua companhia percorreu as cidades italianas mais importantes até chegar a Roma. O renascimento literário italiano influenciou o autor de D. Quixote e tornou-o a força mais irresistível da renascença.
O seu génio aventureiro levou-o a sair do palácio do erudito e foi como soldado raso numa expedição que o rei mandou a Chipre em auxílio da República de Veneza que o turco sultão Selim ameaçava. Desde esta data começa a sua odisseia de desventuras e feitos militares, mas Cervantes nunca passou de simples soldado. Em 1571 na célebre batalha de Lepanto perde a mão esquerda vendo-se coagido a abandonar o serviço militar e a dirigir-se à corte a pedir a remuneração dos seus feitos de soldado. A embarcação onde seguia foi aprisionada pelos marroquinos tendo ficado prisioneiro em Argel.
A sua família conseguiu trazê-lo de volta a Espanha em 1580.
Serviu nas campanhas de 1581 a 1583, na expedição que Filipe mandou aos Açores, contra o Prior do Crato, que pretendia o trono de Portugal e envolve-se com uma dama portuguesa, de quem teve uma filha natural, D.Isabel de Saavedra. Em 1584 desposou legitimamente D. Catarina de Palácios Salazar y Vosnediano, dama de linhagem fidalga.
Sem esperança de obter uma carreira militar pediu e obteve uma função civil. Foi nomeado comissário de fazenda em Sevilha.
Em 1585 publica a sua primeira obra, la Galatea, um romance pastoril. Em 1605 publica a primeira parte de o engenhoso fidalgo Dom Quixote de la Mancha, sendo imediato o seu êxito literário. Os últimos anos da sua vida são caracterizados por uma intensa produção criativa: "Novelas Exemplares", "Viaje del Parnaso", a segunda parte de Dom Quixote, e um romance de aventuras em que trabalha até à morte — "La Historia de los Trabajos de Persiles y Sigismunda".
No estilo de Miguel de Cervantes, confluem todos os géneros novelescos até então cultivados: o picaresco, o pastoril, o mourisco e o cavalheiresco, sendo considerado o representante máximo das letras de língua castelhana.
Como poeta, a sua obra principal neste domínio encontra-se nos sonetos e, particularmente, em "Al T úmulo del Rey Felipe en Sevilla".
Como autor dramático, destaca-se pelo tom humorístico de pequenas peças como "El retablo de las Maravillas" ou "La Cueva de Salamanca". Deve referir-se também a sua tragédia "Comedia del Cerco de Numancia", que só é publicada em 1784, sendo hoje considerada uma das melhores tragédias escritas em castelhano.
A sua obra capital, porém, é o D. Quixote, obra que dizem ter sido começada na cadeia de Toboso, onde foi encerrado, acusado de peculato e concussões à fazenda. Em 1605 é publicado e o seu êxito foi colossal. A glória e a fama saudaram-no, esgotaram-se sucessivamente a fio, quatro edições. Isto porém não impediu que, passado o entusiasmo, Cervantes já sexagenário e doente, morresse em 1616 pobre e esquecido dos reis por quem dera o sangue.
Há uma grande semelhança de destinos entre Camões, o épico lusitano, e Cervantes, a encarnação do génio espanhol. Efectivamente, há uma certa afinidade de sucessos entre eles: ambos foram dois génios que encarnaram a pátria, ao mesmo tempo guerreiros e literários, ambos sofreram calúnias e injustiças do seu tempo, ambos foram mutilados nas batalhas, ambos encarcerados, e ambos tendo que comer o pão salgado do exílio de que falou o Dante.
Foi tão infeliz como soldado, como mal aventurado nas letras, como desditoso funcionário de estado. Só foi verdadeiramente grande o seu génio reconhecido depois de morto e isso um século depois por Lord Carteret, que se encarregou de mandar publicar a vida e a critica à obra monumental de Cervantes, a pedido da Rainha Carolina, esposa JorgeII de Inglaterra.
É à predilecção literária e ao bom gosto de uma mulher culta que se deve toda a aclamação unânime dos povos chamados neo-latinos e dos setentrionais, em roda de um esqueleto esquecido. É possível que a crítica fizesse justiça mais tarde, é porém certo que foi o bom gosto literário de uma mulher que a apressou. Este facto deve ser registado como mais um documento da radiosa influência do elemento feminino na arte.
Não existem certezas sobre se Cervantes frequentou ou não a universidade sabe-se, contudo, que teve estudos literários, e que alguma coisa aprendeu de humanidades, com o presbítero João Lopes, de Hoyos.
Vai para itália aos 23 anos como escudeiro de D. Júlio Água Viva, um jovem teólogo letrado que gostava das suas poesias.Em sua companhia percorreu as cidades italianas mais importantes até chegar a Roma. O renascimento literário italiano influenciou o autor de D. Quixote e tornou-o a força mais irresistível da renascença.
O seu génio aventureiro levou-o a sair do palácio do erudito e foi como soldado raso numa expedição que o rei mandou a Chipre em auxílio da República de Veneza que o turco sultão Selim ameaçava. Desde esta data começa a sua odisseia de desventuras e feitos militares, mas Cervantes nunca passou de simples soldado. Em 1571 na célebre batalha de Lepanto perde a mão esquerda vendo-se coagido a abandonar o serviço militar e a dirigir-se à corte a pedir a remuneração dos seus feitos de soldado. A embarcação onde seguia foi aprisionada pelos marroquinos tendo ficado prisioneiro em Argel.
A sua família conseguiu trazê-lo de volta a Espanha em 1580.
Serviu nas campanhas de 1581 a 1583, na expedição que Filipe mandou aos Açores, contra o Prior do Crato, que pretendia o trono de Portugal e envolve-se com uma dama portuguesa, de quem teve uma filha natural, D.Isabel de Saavedra. Em 1584 desposou legitimamente D. Catarina de Palácios Salazar y Vosnediano, dama de linhagem fidalga.
Sem esperança de obter uma carreira militar pediu e obteve uma função civil. Foi nomeado comissário de fazenda em Sevilha.
Em 1585 publica a sua primeira obra, la Galatea, um romance pastoril. Em 1605 publica a primeira parte de o engenhoso fidalgo Dom Quixote de la Mancha, sendo imediato o seu êxito literário. Os últimos anos da sua vida são caracterizados por uma intensa produção criativa: "Novelas Exemplares", "Viaje del Parnaso", a segunda parte de Dom Quixote, e um romance de aventuras em que trabalha até à morte — "La Historia de los Trabajos de Persiles y Sigismunda".
No estilo de Miguel de Cervantes, confluem todos os géneros novelescos até então cultivados: o picaresco, o pastoril, o mourisco e o cavalheiresco, sendo considerado o representante máximo das letras de língua castelhana.
Como poeta, a sua obra principal neste domínio encontra-se nos sonetos e, particularmente, em "Al T úmulo del Rey Felipe en Sevilla".
Como autor dramático, destaca-se pelo tom humorístico de pequenas peças como "El retablo de las Maravillas" ou "La Cueva de Salamanca". Deve referir-se também a sua tragédia "Comedia del Cerco de Numancia", que só é publicada em 1784, sendo hoje considerada uma das melhores tragédias escritas em castelhano.
A sua obra capital, porém, é o D. Quixote, obra que dizem ter sido começada na cadeia de Toboso, onde foi encerrado, acusado de peculato e concussões à fazenda. Em 1605 é publicado e o seu êxito foi colossal. A glória e a fama saudaram-no, esgotaram-se sucessivamente a fio, quatro edições. Isto porém não impediu que, passado o entusiasmo, Cervantes já sexagenário e doente, morresse em 1616 pobre e esquecido dos reis por quem dera o sangue.
Há uma grande semelhança de destinos entre Camões, o épico lusitano, e Cervantes, a encarnação do génio espanhol. Efectivamente, há uma certa afinidade de sucessos entre eles: ambos foram dois génios que encarnaram a pátria, ao mesmo tempo guerreiros e literários, ambos sofreram calúnias e injustiças do seu tempo, ambos foram mutilados nas batalhas, ambos encarcerados, e ambos tendo que comer o pão salgado do exílio de que falou o Dante.
Foi tão infeliz como soldado, como mal aventurado nas letras, como desditoso funcionário de estado. Só foi verdadeiramente grande o seu génio reconhecido depois de morto e isso um século depois por Lord Carteret, que se encarregou de mandar publicar a vida e a critica à obra monumental de Cervantes, a pedido da Rainha Carolina, esposa JorgeII de Inglaterra.
É à predilecção literária e ao bom gosto de uma mulher culta que se deve toda a aclamação unânime dos povos chamados neo-latinos e dos setentrionais, em roda de um esqueleto esquecido. É possível que a crítica fizesse justiça mais tarde, é porém certo que foi o bom gosto literário de uma mulher que a apressou. Este facto deve ser registado como mais um documento da radiosa influência do elemento feminino na arte.


Nenhum comentário:
Postar um comentário